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Dislipidemias: uma abordagem sobre o “colesterol alto” e suas implicações


Dislipidemias: uma abordagem sobre o “colesterol alto” e suas implicações

As dislipidemias são distúrbios do metabolismo de lipídeos (gorduras) que desencadeiam alterações nas concentrações das lipoproteínas séricas. Quando essa alteração se refere ao acúmulo de lipoproteínas ricas em colesterol no sangue, como a LDL (“colesterol ruim”), chamamos de hipercolesterolemia, popularmente conhecida como “colesterol alto no sangue”.

As dislipidemias podem ter origem genética (hereditário), ou decorrerem de causas secundárias, como certas condições mórbidas, medicamentos, ou estilo de vida inadequado, sendo esta última a causa mais comum. Um dos principais problemas relacionados à dislipidemia é a formação da placa aterosclerótica, onde há o depósito de gorduras na parede das artérias. Portanto, quanto maior a quantidade de LDL (“colesterol ruim”) no sangue, maior a probabilidade de eventos fatais, como o infarto agudo do miocárdio (IAM) e o acidente vascular cerebral (AVC).

O AVC, também conhecido como derrame cerebral, que pode ser hemorrágico, quando há rompimento do vaso ou AVC isquêmico, quando há obstrução deles, o que ocasiona uma paralisia da área cerebral atingida. Já o Infarto Agudo do Miocárdio, popularmente conhecido como ataque cardíaco, é um evento potencialmente grave que se desencadeia quando o fluxo sanguíneo que irriga o coração é interrompido, podendo levar a morte das células do coração e até mesmo a parada cardíaca.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) estima que 40% da população adulta tenham colesterol alto (dados de 2014), sendo que este número só tende a crescer devido ao estilo de vida inadequado, com ingesta excessiva de gorduras trans, tabagismo, sedentarismo e obesidade. Tal fato demonstra a importância de abordar este tema, já que a maior parte dos problemas cardiovasculares poderiam ser evitados ou reduzidos através de hábitos saudáveis.

O grande foco do tratamento do colesterol alto não se baseia nas medicações. A reeducação alimentar é necessária para a redução do colesterol, devendo-se evitar alimentos como frituras, doces, comidas enlatadas e congeladas, carne gorda e massas, optando por ingerir frutas, verduras, legumes, carnes magras, alimentos grelhados ou assados. O tratamento não farmacológico visa também o incentivo a prática de exercício físico, a parar de fumar e a manter o peso adequado. Por sua vez, o tratamento farmacológico é iniciado com base no tipo de dislipidemia presente e se o paciente possui um risco alto ou muito alto de desenvolver doença cardiovascular. Os medicamentos utilizados são os hipolipemiantes, ou seja, são fármacos que tem por objetivo o controle do colesterol, como as estatinas e os fibratos.

 

Liga Acadêmica de Cardiologia (LICARD) Uningá – Maringá: Mariana Eugênia Zacharias Bonfin, Maria Clara Ozeika Fávaro

Cardiologista Responsável: Dr. Marcelo Puzzi

Matéria feita pela Liga Acadêmica de Cardiologia da Uningá, a qual é coordenada pelo responsável pelo setor de Cardiologia da Santa Casa de Ponta Grossa, Dr. Marcelo Aguilar Puzzi

Fonte: Dr. Marcelo Aguilar Puzzi