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Você trabalha para quê?


Você trabalha para quê?

Sindrome de Burnout

Você trabalha para quê?

Provavelmente a resposta não é apenas por dinheiro. Mesmo que você não ame o que faz, com certeza existe algo que te faz levantar cedo, deixar sua casa e passar o dia inteiro ou maior parte dele no trabalho. Já parou para refletir sobre o significado que o trabalho tem para você? Reconhecimento social, status, realização pessoal, paixão, finanças enfim, existem varias razões que nos movimenta rumo ao trabalho, mas, essas razões te levam a trabalhar em demasia? Se sim, sugiro que continue a leitura...

A síndrome de Burnout é a Síndrome do esgotamento profissional, um distúrbio psíquico ocasionado em razão do estresse e tensão de sobrecargas atribuídas ao trabalho. Apresenta sintomas como agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, dificuldade de concentração, pessimismo, entre outros; podendo levar a depressão.

Sintomas físicos podem surgir como: Dor de cabeça, enxaqueca cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, distúrbios gastrintestinais são manifestações físicas que podem estar associadas à síndrome.

O quanto cada um de nós tem trabalhado e a carga emocional que investimos nisso tem fator de relevância para o processo de adoecimento. Pois o adoecimento é um conjunto de fatores, que somados se manifestam em sintomas mentais e físicos.

A principal causa da doença é o excesso de trabalho. Esta síndrome é comum em profissionais que atuam diariamente sobre pressão e com responsabilidades constantes.

Síndrome de Burnout também pode acontecer quando o profissional planeja objetivos de trabalho muito difíceis, (metas quase inatingíveis) situações em que a pessoa possa acreditar, não ter capacidades suficientes para os cumprir.

O diagnóstico é clínico e leva em conta a história de vida do cliente e seu envolvimento e realização pessoal no trabalho, podendo incluir, em alguns casos, o uso de medicamentos. A Síndrome de Burnout está catalogada no CID-11 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde). 

O tratamento requer envolvimento e dedicação do cliente, que deve ser proativo com mudanças de hábitos. A psicoterapia é uma parte essencial do tratamento, pois o psicólogo orienta e auxilia o paciente para novos hábitos.

Outros fatores relevantes são as medidas de precaução para não adoecer, tais como: tirar um tempo para atividades físicas, notar o peso do trabalho em seu cotidiano, observar a qualidade de suas relações interpessoais, passar mais tempo com a família e/ou pessoas queridas, desfrutar momentos de descontração e lazer e não ter medo de falar sobre seus sentimentos.

Não se envergonhe por estar se sentindo esgotado. Seu psicólogo pode ajudar.

Para finalizar, compartilho uma reflexão extraída do livro: “Os 5 maiores arrependimentos no fim da  Vida” de Ana Claudia Quintana – Médica Geriatra

No livro a autora relata os 5 maiores arrependimentos dos pacientes em estado terminal, uma rica leitura que nos conscientiza a viver melhor. Cada um dos arrependimentos são dicas úteis para quem se identifica com a Síndrome de Burnout:

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu queria não a vida que os outros esperavam que eu vivesse.
2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto. 
3. Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos. 
4. Eu gostaria de ter ficado em contato com minha família e amigos. 
5. Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz. 

Sugiro ouvir a música Epitáfio (Titãs) e refletir, anotando em um papel: Quais são as cinco coisas mais importantes da sua vida? (Que trazem alegria) E quanto tempo tem dedicado a cada uma delas?

 Epitáfio – Titãs

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor

 

Fonte: Débora Clais